O Queijo de porco é tão gostoso devido ao carinho e afecto com que é escrito à máquina. É dito em postas de pescada finíssimas. Saturado de estupidez e rico em inutilidades. É de facto um queijo a não perder.
PS.: Não recomendado a violentos, cardíacos e pessoas que consumam douradinhos da pescanova.

25/10/07

Foi quase...

Hoje tive em vias de contrair relações com uma daquelas mulheres que nem podemos chamar de mulher por ser assim uma daquelas "gajas boas, mas boas".
Se bem que, depois de endireitar os olhos verifiquei que tinha um ligeiro buço e a unha do dedo mindinho do pé esquerdo encravada. Ainda assim era bastante atraente.
Mas daqui o que importa reter é que foi apenas por 10 palavras que não tive nada com esta rapariga que até era engraçada equiparada ás do mesmo escalão. As cruéis palavras que me impediram, apesar de estar perto de conseguir foram: "Queres apanhar uma chapada, baza daqui oh porco nojento prevertido!". Sinceramente não percebi o porquê, mas ainda assim fico com a ideia que não passava tudo de um joguinho sexual mas como tava quase a começar o Dragon Ball e só tinha 20 euros tive de me ir embora do parque Eduardo VII mentalizado que para a próxima não me escapava.
Cumprimentos RJAP

19/10/07

Amadores...

Apesar de nem se comparar com "A ganhar é que a gente se entende" esta cambada de amadores com um título menos apelativo ainda me faz soluçar uma gargalhada ou outra!

Posto isto só sei que nem um bocadinho de nada sei....
Avé!
Cumprimentos RJAP

15/10/07

Res Caldo

Aleluia! Será este o termo correcto a dizer posteriormente a referir que a crómica Os Medi está concluída.
Foi ao longo de uns dias quiçá 3 semanas e picos, ou mais um bocado até, que me dediquei à elaboração desta mini-história que relata a vida de um homem que de especial só tinha o facto de não ter nada de especial.
Enfim isto tudo para dizer que, para além de os resultados não serem animadores e até parecia mal e de uma certa bazófia se tal o dissesse, estes foram uns posts algo lúdicos porque, para mim, criei uma história com promenorezinhos insignificantes e enche chouriço suficientes para encher e quase fazer transbordar um bidão de 17 litros e meio quando nunca pensei ultrapassar os 13 litros.
Pensando bem criar este post com poucas mas extensas palavras, não serviu só para dizer que eu "tenho uma conversa de caca que até mete dó a três ou quatro mulçulmanos que vendem cravos nos restaurantes", que escrevi uma história que tem algumas coisas escondidas e que dispõe de alguns erros a nível de conteúdo e afins como para perceber que por vezes, raramente, eu digo coisas que não levam lá grande sentido.
(Este post não tem razão de existência mas como o Casamento de Sonho mexeu comigo assim lá bem no croação, fiquei assim todo lamechas e ternurento!)
Cumprimentos RJAP

14/10/07

Os Medi (5ª e última parte - Finalmente o porquê do título, não se iludam!)

(Tanta vez repetida ao expoente da loucura, ora amargas, ora doces, ora ali no nem doce nem amargo, palavras como mediano, mais ou menos, médio, centro, Narciso Manuel, merda (apesar de esta última só ser proferida na oralidade após ler estes textos em conclusão a "mas que é que é esta...") foram repetidas ao longo da, que apelidei com não muita originalidade, crómica Os Medi.
O cansaço por parte de quem escreve e lê (eu) já se faz notar, como tal, tenho de acabar esta pequena narrativa assim meio "à papo-seco" pois parece que já me causa alguns enjoos.
PS.: Se não forem minimamente sádicos não leiam isto.)

Narciso passou então a fazer parte do casal Medi, não que a sua esposa tivesse esse apelido mas em consenso ambos decidiram que deveriam ter um apelido novo pois Narciso Manuel Sousa achava que tinha um nome curto demais e queria portanto adoptar um apelido um tanto ou quanto original e que lhe pudesse assim satisfazer o desejo.
Tiveram quase década e meia, 12 anos e mais uns dias para ser mais preciso, para decidir qual seria o nome ideal.
O dilema era constante, até chegou a trazer algumas discussões entre o casal. Porém, um dia fatigados de pensar nesse assunto e em qual seria a melhor marca de bolachas Maria, decidiram fazer uma pausa para assistir televisão.
Ao longo destes anos Narciso quando via televisão, via sempre a RTP 2, não por o 2 ser a tecla do meio mas sim porque um dia ao fazer um daqueles irritantes zappings de meia-noite e meia parou na RTP 2 porque estava a dar uma publicidade institucional que lhe pareceu interessante. Narciso sofreu duas desilusões, uma porque afinal a publicidade não era assim tão interessante, e outra porque de tantos zappings até ao canal 49 mesmo sem ter Tv Cabo as pilhas gastaram-se. Nessa noite e nas que se aproximaram Narciso só pôde ver RTP2 porque sempre que ia ao mercado, ou não levava o dinheiro suficiente, ou simplesmente esquecia-se de comprar pilhas para o comando.
Como a média dos Portugueses Narciso Manuel Sousa era excessivamente comodista e, como tal, nunca mais comprou pilhas. Como dava muito trabalho levantar-se do sofá para ir mudar de canal, Narciso viu RTP2 durante alguns anos.
Certo dia a sua esposa lá se lembra de trazer pilhas e finalmente Narciso muda de canal. Era o noticiário, as saudades eram vísiveis nos olhos de Narciso, a notícia que estava a dar era a de uma criança que tinha desaparecido, Moita-Flores já de bengala e um bocado "gágá" teorizava alegando que a PJ estava a fazer testes de ADN ao apartamento de onde tinha desaparecido a criança mas que como já se encontrava em ruínas devido a uma inundação provocada pela subida do nível médio das águas do mar era muito difícil após uma década e meia apurar-se alguma coisa.
Isto lá se passou e após outro zapping irritante Narciso declara em voz média "Heureca". Finalmente Narciso percebeu que o nome que ele e a sua mulher deveriam adoptar era MEDI.
Em explicação à sua mulher , Narciso Manuel Sousa Medi, disse que Medi era o nome ideal pois soava mesmo bem, e ficava meio à "jet7".
A sua mulher concordou e a família Medi viveu como a média das famílias portuguesas, nem bem nem mal. Narciso tinha 3 filhos, mas tinha um filho preferido, o do meio. Aliás era o único deste filhos que recebeu o apelido Medi. Podia-se dizer que era o menino querido.
Tudo corria em águas de bacalhau até ao momento em que a mulher de Narciso chega a casa cantando a uma só voz: "Vou ser mãe! Estou grávida!".
Naquele momento o mundo caiu na cabeça de Narciso, ele não podia tolerar ter mais um filho. Eram muitas as razões segundo ele, mas a principal era que se tivesse mais um filho deixaria de existir o filho do meio.
Como tal Narciso obrigou a sua mulher a abortar. O povinho dizia que a culpa era do estado porque legalizou o aborto, no entanto enganaram-se pois Narciso com esta gravidez ficou meio perturbado mentalmente e obrigou a sua mulher a abortar numa clínica ilegal em Espanha.
Posto isto nada voltou a ser como dantes, Narciso arrependera-se de ter uma vida tão mediana e de algumas coisas que fez.
Para grande espanto do carteiro, Narciso abandonara tudo e todos deixando à sua família 37 euros e 26 cêntimos para se governarem.
Nunca mais soube nada de Narciso a não ser que este se suicidou porque numa conversa já mais ou menos embriagado disse a um militante do PNR que era um judeu imigrante em Portugal.
Morre assim Narciso Manuel Sousa Medi, com 38 anos (curiosamente metade da esperança média de vida), que apenas é recordado porque na missa de sétimo dia as Ósteas estavam especialmente gostosas.
FIM

Cumprimentos RJAP

26/09/07

Ah ah ah

Já que os Pastorinhos e suas respectivas ovelhas, não são para mim motivo de orgulho. Só me resta o futebol, se bem que uma vez vi em Fátima uma gaja mesmo mesmo boa, só que estava em cima de um palco e quando fui a ver bem era mesmo só um concerto dos Fingertips (não nunca cá vieram actuar mas no outro dia vi sic mulher). Enfim isto tudo para dizer que o Centro Desportivo de Fátima ganhou ao FC Porto. Não sinto grande orgulho visto que era o Porto, logo não é assim nada de especial derrotá-los. Foi uma boa tarde, não pelo espectáculo em sim mas sim porque o Quaresma não jogou. Isto não só veio beneficiar em termos futebolísticos mas também porque assim conseguiram-se vender mais bifanas.
Orgulho-me sim pelo bom humor do povo fatimense que tem dos públicos com mais e melhores piropos aos árbitros dos que seleccionei o originalíssimo "O árbitro abafa a palhinha!".
Para o Porto só digo ah ah ah ah ah. 5 vezes ah!
Cumprimentos RJAP

23/09/07

Será?

Tenho me deparado que o português sofre de uma coisa que é não conseguir ler a porcaria de um post num blog com mais de 5 linhas. Como eu já padeci e por vezes tenho recaidas dessa doença resolvi escrever um post apenas com 51 palavras para que finalmente haja paciência.
(Por azar ainda não tenho o Word instalado, logo tive de as contar à mão. Contei 51 mas como sou estrábico provavelmente são só 25 . Com estas que acabei de dizer já são mais algumas, mas tão dentro de parenteses por isso não contam.
Com esta conversa toda já passei as 5 linhas... Mais um post para a terra do nunca.)
Cumprimentos RJAP

15/09/07

Os Os Medi 4ª parte (Narciso encontrou uma rapariga! Yupi!!!)

(Tive mais que tempo para planear o futuro mais mediano para Narciso Sousa mas, como nada me ocorreu o futuro caracterizar-se-á com um mediano muito medianozinho, pois não me ocorreu nenhuma ideia capaz de dar a medianidade merecida por Narciso.
Posto isto vou iniciar a recta final desta já mais ou menos extensa crómica.)

Já em Vila de Rei, Narciso teve uma adaptação, como seria de esperar, média. Narciso começou por ir à procura de casa e encontrou a ideal.
Um 2º Andar de um prédio de 3 pisos em pleno centro de Vila de Rei foi o lar escolhido por Narciso Manuel. Foi trabalhar para uma indústria de curtumes onde rapidamente começou a socializar com sucesso. Narciso era possuidor de um razoável conhecimento sobre o sector secundário o que facilitou o convívio com as pessoas da terra.
Cerca de meio ano foi o que bastou a Narciso para encontrar a pessoa com quem iria contrair matrimónio.
Tudo começou no momento em que Narciso, exausto e com uma ligeira pontada de sono se decide a naquela noite fazer uma refeição mais rápida e rica em calorias a fim de se poder ir deitar por volta das 22 .30, hora a que a média das pessoas Portuguesas se costumam ir deitar.
Os seus 628 euros mensais num médio cargo da indústria de curtumes disponibilizavam-lhe meios para já poder comer um arroz de cenoura e coentros com umas rabanadas, mas como a ânsia de se poder ir deitar as 22.30 era assim assim, Narciso acaba por comer um atum enlatado acompanhado com massa esparguete. Até por volta das 3.27 da manhã tudo bem, mas as 4.18 é que a porca torce o rabo (e dá queijo), Narciso repentinamente levanta-se todo aflito em direcção à casa de banho. Uma terrível diarreia daquelas que nos fazem estar sentados na sanita uns derradeiros minutos, já sem revistas porque tudo o que havia de imprensa cor de rosa de 2003 foi devorado, atacou Narciso que, após esvaziar tudo o que havia para esvaziar teve de se deslocar à farmácia à procura de Halibut. Com as naldegas muito assaditas Narciso num andar semelhante ao dos Pinguins desloca-se até à farmácia. Certamente que as 5.37 da manhã as farmácias já se encontravam fechadas e então Narciso com mais ou menos dores vai novamente para a cama à espera que o novo dia chegasse para poder ir à farmácia e ao hospital verificar o que se tinha sucedido.
A hora não é muito concreta, apenas se sabe que um pouco antes das 8.32, Narciso levanta-se e tinha uma mediana fome, no entanto resolve não comer nada pois se no dia anterior tinha lhe dado uma daquelas diarreias que deixam as naldegas um tanto ou quanto assadas e, resolve portanto não comer e deslocar-se ao hospital a fim de saber o que se tinha passado.
Ao que se apurou foi apenas a massa esparguete que não se encontrava no seu estado mais puro o que originou a dita diarreia.
Como medida preventiva Narciso teve de ir comer línguas de gato. Não que o médico lhe sugerisse mas como já não comia línguas de gato à mais ou menos tempo, Narciso desloca-se a um mercado maior que um mini-mercado e menor que um hiper-mercado a fim de comprar as ditas cujas.
Parecia vindo de uma imaginação fértil criadora de um filme, Narciso apenas mais ou menos atento ao que se passava nos corredores do mercado, embate frontalmente contra, segundo ele, a mulher mais atraente que ele tivera visto até então. É pena o pequeno sinal que tinha no cotovelo, mas retirando isso era uma mulher atraente todos os dias.
Rapidamente a amizade surge entre eles, pois a rapariga de que tanto se falava achou piada a Narciso também gostar de línguas de gato.
Passado um, dois dias Narciso é convidado para uma festa por a senhora que foi vitima de um acidente frontal com um carrinho de supermercado. Ambos se encontravam mais ou menos atraídos, e no decorrer da festa a rapariga declara-se. Narciso ao contrário do que se podia esperar recusou e disse que ela tinha de ser menos dias atraente para ele poder ter um relacionamento.
Narciso Manuel queria uma mulher daquelas que não são gordas nem magras, nem feias nem bonitas, nem inteligentes nem ignorantes, nem rudes nem muito educadas, enfim alguém tão médio que não se lhe consegue apontar uma virtude nem um defeito. Narciso não queria uma, queria aquela. Como o seu azar não era muito nem a sua sorte pouca encontra essa mulher no meio de outras raparigas obesas e de outras elegantérrimas.
Foi amor à segunda vista porque da primeira entrou-lhe uma melga para o olho e só conseguir ver com "olhos de ver" à segunda vez.
Narciso lá foi falar com ela e passado nem pouco nem muito tempo iniciam uma relação.
Enfim vidinha típica da média dos namorados... Voltinha do domingo: almoço no restaurante,o passeio pelo concelho ou pelo centro comercial, vai-se ver o jogo da 2ª divisão, vai se visitar os sogros onde se petisca sempre qualquer coisa, jantar no restaurante, por vezes tem se relações sexuais e vai-se por a namorada a casa.
Não andaram nisto muito tempo, mas também não foi a correr, foi só até Narciso num dia ao acaso mais ou menos romanticamente questionar a sua namorada se achava oportuno dar o nó. Ela ainda respondeu: "0s meus atacadores encontram-se atados!". Rapidamente dá uma gargalhada e diz: "Não sou assim tão estúpida, estava a brincar "mor", aceito nem com muita nem com pouca certeza!".

(Não acho oportuno referir o casamento e essas lamechices todas, que ainda me fazia estar para aqui a chorar que nem uma Maria Cláudia.
Como tal o próximo post, o último, relatará a vida enquanto casado e pai de filhos.
A morte acontecerá... Não perca o próximo episódio porque nós também não!)

12/09/07

Os Medi (3ª Parte- A revelação e a partida)

(Deixo-me destas introduções que em nada vêem a fortalecer a mediana vida de Narciso Manuel e vou dar prossecução á crómica que relata a vida de um homem que pedia sempre meia-dose.)

... E o que consta é que Narciso antes de revelar o que tinha percebido pediu aos presentes nesta confissão para não o divulgarem.
Sinceramente vi o termo à minha crómica mas rapidamente me lembrei que o marido da tia de Narciso, anteriormente, teve uma relação com a prima de uma amiga minha. Nem hesitei, fui sem demoras falar com a minha amiga me disse apenas, que sua prima tinha morrido numa intoxicação alimentar devido a comer dois quebabes num dia em que se deslocou à cidade para ir comer a um restaurante chinês. Por ironia do destino o restaurante chinês encontrava-se numa operação da ASAE devido a haver uma mosca morta no lavatório da casa de banho. A prima da minha amiga que anteriormente teve uma relação com o marido da tia de Narciso Manuel viu-se então obrigada a ir a um sítio mais higiénico e obviamente deslocou-se até a uma roulote de esquina para comer os dois quebabes que lhe tiraram a vida. Ainda não se sabe a causa da intoxicação mas não deve ser da carne, suspeita-se que seja da alface ralada.
Apesar de ter ficado desiludido com o restaurante chinês, aconteceram algumas coisas boas como por exemplo quando me ia a despedir, a minha amiga involuntariamente quase que me dava um beijo perto do canto da boca. Além disto, num jogo de raciocínio lógico consegui chegar ao meu caminho, e o meu caminho era saber toda a verdade da vida deste mais ou menos querido Narciso.
O meu caminho começava a desenhar-se e após algum tempo perdido a pensar na trágica morte, lembrei-me que a coitada da mosca era apenas um animal num restaurante chinês que tinha morrido muito provavelmente de velhice porque não tinha nenhuma marca de chinelo no seu corpo. Como estes pensamentos envolviam restaurantes chinês não tardou a associar isto ao animal que me poderia dizer definitivamente a verdade toda. Narciso tinha um animal de estimação, não era um rato devido ao seu tamanho ser excessivamente pequeno nem uma ratazana por ser excessivamente grande. Narciso optou por um Porquinho-da-índia mas que desde logo fez questão de afirmar que era apenas Porco-da-índia, isto porque desde pequeno nunca gostou de diminutivos nem aumentativos. Ficava fulo quando a sua mãe dizia "Narcisinho vem para a mesa..." ou o seu pai "Grande Narcisão é assim mesmo ai de volta das míudas".
Após estes pensamentos todos, fui falar com o Porco-da-índia que estava um pouco reticente em se deveria ou não dizer a verdade. Foi difícil, não para o convencer, mas sim para o entender, não é fácil entender um Porco-da-índia.

Antes de me contar a verdade o Porco-da-India fez questão de dizer que só me contaria a verdade porque Narciso só o adoptara quando este atingira a média idade e apenas lhe dava alimentação a fim de saciar metade da fome e da sede.
O momento porque tanta gente esperava estava a chegar, finalmente eu e o meu amigo imaginário iríamos finalmente perceber o que Narciso tinha dito.
E o que consta é que... (Não, desta vez não vou deixar em aberto)... Narciso disse aos presentes que desde pequeno nunca foi uma criança muito feliz nem muito triste, ele achava que era uma mania psicológica a vontade de querer ser médio em tudo. Segundo ele, só houvera mesmo uma vez um descuido, quando ficou muito feliz por ter ficado no meio da tabela classificativa na maratona de 221 metros de Fiambres de baixo. Ainda assim, finalmente alguém tinha percebido o porque de Narciso não ser bom nem mau em absolutamente nada.
No entanto, Narciso não tardou em dizer que a ideia de ser uma mania psicológica era apenas uma mania psicológica pois tinha percebido que tinha vindo ao mundo com o intuito de não ser ninguém de especial mas também não ser nenhum falhado. Após esta explicação não confusa nem convincente, Narciso disse a seus pais que estava na hora de ir criar uma vida média como a média das pessoas.
Após isto de Narciso seus pais não têm tido muitas nem poucas notícias dele. Sabem que Narciso se deslocou para Vila de Rei à procura de condições de vida mais médias, não por existir algum tipo de emprego ou algo de especial nessa localidade mas sim, segundo Narciso por que ali é que se sente bem, no centro de Portugal.

(Esta história continua, podia ser o final mas, na minha opinião Narciso ainda tem mais ou menos coisas que nos interessam.
Neste post é natural que encontre alguns erros, como no tempo e na pessoa em que falo e adiante. Não digo que é intencional mas assim sempre consigo escrever à moda de Narciso Manuel Sousa nem bem nem mal.)
Cumprimentos RJAP

01/09/07

Os Medi (2ª parte - A descoberta de Narciso Manuel)

(Cá está a 2ª parte da crómica Os Medi, devia começar com o "No episódio interior...", mas acho que também tenho sentimentos e não vos custa nada ler o post anterior para conseguir, se possível, perceber porque é que o Narciso era especial. Como deixei em suspense no último post o que tinham descoberto sobre Narciso tenho de o explicar agora.)

...até ao momento em que as pessoas se começaram a aperceber que muito provavelmente o Narciso padecia de uma coisa terrível: "paneleirice". Apesar de as pessoas saberem que a "paneleirice" não era uma doença, para elas era muito mais terrível do que qualquer brucelose ou faltar à missa a um domingo. Narciso nasceu num meio pequeno o que explica o facto das pessoas não conseguirem perceber o que é que Narciso tinha realmente.
Esta dúvida prolongou-se na vida dos que rodeavam Narciso até ele já estar graúdo, época onde Narciso começou a perceber o porquê da sua existência.
Numa retrospectiva ao passado Narciso Manuel apercebeu-se que apenas sabia mais ou menos da sua infância e que tinha sido apenas medianamente feliz. No entanto não se sentia mal nem bem por isso, aliás o único sentimento de felicidade que Narciso tinha era de saber que tudo estava mais ou menos.
Esta retrospectiva apesar de confusa veio clarificar em muito Narciso que finalmente percebeu porque pede sempre meia dose uma Coca-Cola média em qualquer restaurante a que se deslocasse.
Chegara então o momento, não era difícil nem fácil para Narciso, apenas tinha de explicar a seus pais o porquê de todas os actos que teve até então e o que vai fazer no futuro. Narciso começa por convocar toda a gente para a sala de estar, desloca-se para o centro e começa o seu discurso. Apenas se conseguiu perceber metade do discurso, mas finalmente Narciso conseguiria dizer algo importante sem se ir embora a meio da conversa.
Ao que apuramos com o homem do peixe que ia a passar a 1 km da casa dos pais de Narciso, foi importante o que Narciso disse a seus pais, infelizmente não nos pôde dizer o que foi porque como estava a 1km não consegui ouvir. No entanto ele afirma que era importante pois já tinha acontecido ele estar a 1km de distância de uma pessoa que dizia algo importante, como aconteceu uma vez em que o Armindo ouviu um belo dum raspanete de sua mulher ao que parece segundo o Zé do Tio Júlio, esse raspanete devia-se a "deixar a tampa da retrete toda mijada".
O meu amigo imaginário apurou saber o que tinha sido que Narciso tinha decidido e o que consta é que...
Continua no próximo post

(Desta vez não foi para criar suspense, foi mesmo porque hoje em consenso comigo próprio disse "Hoje vou-me deitar cedo! Apre!" e como entretanto ficou tarde por me dedicar à escrita desta crómica vou para a cama e acabo isto quando assim estiver disposto.)
Cumprimentos RJAP

29/08/07

Os Medi (1ª parte - Narciso, uma infância assim assim)

Por meados da metade do século XX, a 15 de Junho nasce Narciso Manuel Sousa filho do meio de uma mulher, sua mãe, e de, um homem, seu pai.
Da sua infância não se sabe muito, mas também não se sabe pouco, sabe-se mais ou menos.
Do mais ou menos que se sabe, sabe-se que Narciso era uma criança medianamente feliz e que na metade da sua infância afirmou em voz média a seus pais que estava assim (apontando para a zona do abdómen) de não se puder vestir como queria. Desde ai começou a usar corsários por dizer que não gostava de calças por serem muito compridas nem de calções por serem muito curtos.
Narciso habilitou-se escolarmente até ao ensino médio. Em declarações ao meu amigo imaginário a mãe de Narciso adiantou-nos que ele nunca foi um aluno muito bom. Segundo ela as professoras de Narciso sempre disseram que este tinha capacidades para ser um aluno mediano, apenas não o era porque só fazia metade das tarefas de casa e quando haviam testes apenas tinha 25% numa escala de 100% porque só fazia metade do teste e do que fazia só acertava metade. A sua mãe concorda mais ou menos com as professoras de Narciso mas nunca chegou a dizer o porque pois teve de se ir embora a meio da conversa.
Nesta época ainda não se sabia de que Narciso Sousa padecia visto que não era normal uma criança não fazer nada de jeito mas também não fazer nada de mal. Isto até ao momento em que...
Continua no próximo post...

(Este foi o 1º post desta mediana crónica narrativo-descritiva, continua no próximo post porque hoje já me encontro mais ou menos fatigado e falhou a luz ainda à bocado o que me fez deixar de ver o rumo que esta história poderá tomar)
Cumprimentos RJAP


20/08/07

É o adeus mais sentido

Nem o adeus à virgem Maria me custou tanto como dizer adeus ao Fernando Santos.
Ironias à parte estou felicíssimo com a direcção do Benfica ao mandar o amigo Santos treinar os solteiros e casados.
José António Camacho será o próximo carrasco da equipa rosinha, espero que desta vez não faça a mesma figura do anterior treinador.
Pronto isto de engraçado tem pouco, mas provavelmente foi a melhor coisa que ouvi nos últimos 2 anos, 6 meses, 12 dias, 6 horas e 20 minutos sensivelmente dos órgãos de comunicação social. Suscitou em mim o antigo interesse por este desporto e mais concretamente pelo glorioso. Sei que o treinador não é tudo mas se em 2004 ganhamos o campeonato com aquela mediana equipa no meu ver com a actual devíamos ser campeões da Europa e quiçá ganhar o torneio do Guadiana, ah mas esse já ganhámos.
A ver vamos, se formos campeões vou a pé ao Santuário de Fátima nem que seja para ir festejar ao café.
Cumprimentos RJAP

18/08/07

Impressionante

Fiquei deveras impressionado com a nova aquisição da TVI.
Após o meu post do Toca a Ganhar pensei: "Bem tou a abusar na critica aos programas da TVI, não quero cair em rotina por isso acho que vou parar de falar da TVI".
Mas é impossível resistir, esta estação que tão bem nos tem habituado com má ficção resolveu passar a pior novela do mundo. Wrestling aos sábados de manhã na TVI a não perder.
Palavras para quê, se todos temos olhos na cara. Continuem a apostar na boa qualidade.

PS: Estou intrigado de qual será a melhor (mais competente) apresentadora do Toca a Ganhar. A TVI anda a apostar forte.
Cumprimentos RJAP




Se há coisa que não percebo...

Se há coisa que eu não percebo é porque é que quase todos os praticantes de stand up comedy começam sempre o texto com o "se há coisa que não percebo...". Falta de originalidade, ou talvez em consenso os vários pseudo-praticantes desta arte desenvolveram um protótipo em que é necessário sempre começar as frases com o " Se há coisa que não percebo...".
Acho que caiu em demasia criticar sempre as mesmas quase pessoas, os mesmos políticos e mandar sempre o belo do piropo à Soraia Chaves. Tudo bem que ela é boa como o milho e já foi propositadamente comida por um padre mas também existe uma moçoila muito castiça no meu bairro que por acaso é sobrinha da peixeira que está casada com o electricista da minha tia e é casada com um velho de 78 anos com um Porche, com Parkinson e com uns efeitos muito feios na cabeça e ninguém fala dela a não ser todas as mulheres com mais de 30 anos da minha terra.
O Cláudio Ramos e o Zé Castelo Branco são sempre alvos de chacota, eu também já cai no pecado de os gozar mas parei pois devido ao tanto mediatismo que lhes atribuem eles já lançaram CD´s ou foram convidados a rainhas do Carnaval.
Num país supostamente tão podre, e com um Zé-povinho tão caricato tinham muito por onde dar asas. O meu conselho é que se não tem talento necessário dediquem-se apenas à escrita de blogs, há quem diga que é divertido e estimulante.
Cumprimentos RJAP

17/08/07

Ratatouille delicioso


A pixar desde sempre me animou as noites solitárias com grandes filmes. Para mim são os melhores, desde o Toy Stories até Os Incríveis a Disney pixar tem criado dos meus filmes preferidos. Sim eu sei que nesta minha imatura idade já deveria ter ultrapassado os desenhos animados, mas é um fascínio superior a qualquer outro filme "supostamente para adolescentes" como Scary Movie, American Pies e por aí.
É estranho antes querer ver as orelhas do mickey do que por exemplo as grandes bonitonas que existem sempre neste tipos de filmes mas também é estranho comermos comida bem saborosa para depois sair em coisas castanhas com mau aspecto e um odor não muito aliciador, já para não falar do sabor, porque o primo de um amigo de um tio meu já provou e diz que não é muito bom.
Enfim esta introdução toda para dizer que cometi o crime de ver o Ratatouille (pirate version) com uma qualidade mediana no meu computador. É oportunidade para dizer que o crime compensa pois este filme é um guisado de bom gosto, com grandes talentos desde a parte criativa até o som, passando pelo guião que é para mim das histórias mais fascinantes da Disney. Recomendo a verem este Pequeno Chefe.
Comam o Ratatouille até ficarem empanturrados que nem um badofinhas.
Cumprimentos RJAP

14/08/07

Chiça penico

No outro dia andava à procura de algo para dar ao meu primo Faustino, pois anda um bocado deprimido devido a uns stress com a Nancy, a ovelha dele.
Pensei em algo lúdico e então durante uma semana andei a vasculhar em sites coisas que o pudessem entreter e não chateasse ninguém. Encontrei uma coisa ideal, a colecção toda de documentários do BBC Vida Selvagem sobre o habitat e os comportamentos dos Leões. Para grande decepção minha cheguei à conclusão que não lhe poderia dar isso porque ficava demasiado caro para o que era, e tinha um inconveniente, o meu primo é muito influenciável e depois podia querer ter alguns daqueles comportamentos com alguém ou até mesmo com a coitada da Nancy que passaria de ovelha fofinha para leoa predadora, o que poderia soar estranho e depois sobrava para mim: "Olha lá, o que é que deste ao teu primo Faustino para ele ver. Já te disse que não quero dessas coisas em cá em casa!".

De facto poderia tornar-se muito constrangedor, mas decidi que não iria desistir e procurei mais. Passei pelo Sudoku, Monopólio, jogo do galo... Todos tinham um inconveniente, nenhum era o perfeito.
Depois de árduo trabalho encontrei num site educativo o presente ideal. Desde logo me cativou, então depois de ler a descriçã
o que passo a citar: "Filme da Série DEBOCHADAS ANAIS com 5 cenas de super hardcore. Oito mulheraças com trancas incríveis que a tudo se prestam e ainda bem. São comidas até ficarem bem realxadas e abertas. Duração: 140 min."(o “realxadas” tava mesmo na descrição) Cativou me imenso, até para todos vermos na noite de natal depois da missa do galo e da entrega das prendas.
No entanto o que mais me cativou foi o filme ter 140 minutos e pertencer a uma série realizada pelo Jean Yves Le-Castel, pois assim ele poderia comprar o resto da série se gostasse porque era de um grande realizador.
Quando a esmola é demais o pobre desconfia, como dizia a prima Ernestina da minha Tia Gertrudes, quando vou para comprar o filme já com o consentimento da família, acontece o pior:

Fiquei mesmo aborrecido, mas entretanto as coisas melhoraram e apenas disse ao Faustino para ver as Chiquititas que entreteria bastante. Poupei dinheiro pois não precisei de comprar aquele vídeo que só pelo nome nos transmitia a paz (paz, paz) e o amor, só que o meu primo Faustino agora ganhou uma cárie nos dentes por andar sempre a comer os chupa-chupas iguais aos da Lili das Chiquititas.
(Isto tudo foi ficção publicitária, a ovelha não se chama Nancy, mas era mais carinhoso e ela pediu-me para não revelar a verdadeira identidade, acho que os pais dela são muito conservadores. E estes factos não são verídicos e eu apenas postei este post para verem que os filmes porno têm nome muito originais, não que eu consuma ou coisa do género mas um amigo de um amigo meu falou-me do filme e achei piada ao nome, só isso!)
Cumprimentos RJAP